
A bancada de oposição na Câmara Municipal de Camaçari divulgou hoje (22) que o ex-prefeito Luiz Caetano (PT), atual deputado federal, já foi condenado 34 vezes pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). O petista teve as contas relativas ao ano de 2012 rejeitadas por unanimidade ontem (22), quando foi condenado a devolver cerca de R$4,5 milhões aos cofres públicos municipais por conta de recursos desviados em diversas áreas através de gastos sem comprovação. No total, somando todas as condenações, Caetano já tem que devolver a Camaçari R$8,7 milhões, valor estimado sem correção monetária.
“Desqualificar o trabalho do relator do processo no TCM, conselheiro Paolo Marconi, é a mesma estratégia adotada pela presidente Dilma Roussef, que tentou desmoralizar o ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), porque ele deu parecer contrário às contas da chefe da nação. É uma tática desesperada que busca desqualificar, nos dois casos, pareceres aprovados por unanimidade e elaborados de forma técnica, e não política”, disse Elinaldo.
O vereador Júnior Borges (DEM) disse que a oposição sempre denunciou desvios de recursos na gestão de Caetano, e que o TCM comprovou tecnicamente os desvios. “Essas auditorias feitas nas contas são conduzidas por técnicos competentes, servidores do tribunal. Vale ressaltar mais uma vez que a rejeição não foi só aprovada pelo conselheiro Paolo Marconi. Todos os conselheiros votaram da mesma forma. Será que todos têm problemas pessoais com o ex-prefeito?”, questionou o edil.
O vereador Jorge Curvelo (DEM) reforçou que o TCM tem rejeitado inúmeras contas de forma técnica, inclusive do ex-prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro, hoje no PR. “Prefeitos e ex-prefeitos de todos os partidos tem tido as contas rejeitadas quando praticam desvios ou irregularidades. Esse trabalho do TCM é sério e não pode ser desqualificado por um ex-prefeito que até algemado e preso já foi e que responde a vários processos, já teve os bens bloqueados e tem que devolver milhões de reais aos cofres públicos”, finalizou.
